ESCRITA EM PAUTA

 

Nilcéia Valdati - UFSC

 

O discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo por que se luta, o poder do qual nos queremos apoderar.

 

Michel Foucault – A ordem do discurso

 

Com o olhar detido sobre a primeira página de Escrita, na rubrica “Pauta”, texto que abre os 39 números do periódico nascido em São Paulo, tendo como editor Wladyr Nader, e que circulou em vários pontos do país de 1975 a 1988, dentro de uma trajetória cheia de mudanças[1], procuro observar como são elaborados os discursos que mostram as preocupações e a proposta de veiculação da revista.

O termo “pauta”, tomado como um jargão no jornalismo, tem como definição não ser apenas uma agenda, mas algo que deve “conter sempre uma hipótese a ser confirmada ou refutada, uma questão principal a ser respondida”[2]. Do latim Pacta, prometida em casamento, esposada[3], a palavra tomou várias significações: tratado, acordo , pacto, lei, regra, norma, linha, risca nos papéis para escrever direito, sem subir, nem descer[4]. No uso popular “pauta” corresponde a pacto. Ter pauta com o diabo. Além disso, há a locução adverbial “em pauta”, que significa pôr em discussão, o que está na ordem do dia[5].

Em Escrita, a rubrica “Pauta” apresenta algumas particularidades: o espaço é reservado para a revista manifestar opiniões sobre temas relacionados à literatura, apresentar a trajetória da revista em termos de distribuição, veiculação e, com raras exceções, não é fácil encontrar nas “Pautas” relações diretas com os textos publicados na revista, é mais comum ver nelas a preocupação do periódico em opinar sobre questões específicas que envolvem o literário: mercado, imprensa nanica, notas sobre acontecimentos. Os textos são assinados na maioria dos casos pelo editor Wladyr Nader e pelos membros da mesa de redação, Astolfo Araújo, Moacir Amâncio, Hamilton Trevisan, mas é freqüente aparecerem fragmentos de entrevistas, ensaios, textos literários de escritores que não fazem parte da redação, embora sejam autores bastante citados nas páginas da revista[6]. São fragmentos que parecem funcionar como epígrafes dos textos dos editores, atestando um certo critério de autoridade.

De certa forma, na revista,a função da pauta se mistura à função atribuída ao editorial: adjetivo, pertencente ou relativo a editores, do latim editor[7], o termo assume a forma de artigo de fundo, geralmente escrito pelo redator-chefe do jornal, e que expressa a opinião dos seus diretores ou proprietários[8]. Assim, enquanto o editorial se vincula ao opinativo, a pauta se preocupa em apresentar hipóteses, e é justamente entre essas duas tarefas que pode ser lido o projeto de Escrita.

Um projeto que tento ler, nesse momento, a partir da “Pauta” do número inaugural, para ver o que está “na ordem do dia”. Sob a assinatura do editor Wladyr Nader ela anuncia, num primeiro instante, uma visão sobre o campo literário, dando indícios do que entende por literatura, por papel do escritor, por relação literatura e TV, detêm-se em expor a proposta da revista, citando, em seguida, as presenças no número de abertura e, para finalizar, num tom de manifesto, levanta o lema.

Isso é literatura, quer dizer, fantasia, maluquice, lixo”. Com essa frase de ordem, de efeito verbal violento[9], que parece não dar oportunidade ao debate, pela imposição de um conceito do que seja a literatura, Nader inicia a “pauta” inaugural de Escrita, que no título antecipa o campo que abrangerá: revista mensal de literatura. Literatura que na frase é encoberta pela falta de um referente explícito para o pronome isso, tornando o conceito genérico e impreciso, inibindo uma consideração mais exata para o literário e impedindo de ver com clareza qual é a questão em jogo. Que literatura é essa que pode ser considerada “fantasia, maluquice, lixo”?

A fantasia, fruto da imaginação, a maluquice que impede o contato com o real e o lixo que demonstra a falta de utilidade, são colocados lado a lado para exemplificar a desvalorização do literário. Na verdade, a frase que o editor quer anunciar é: não quero uma literatura que seja fantasia, maluquice, lixo, ou seja, ao expor um conceito pré-determinado do que seria literatura, utilizando-se de um “argumento de autoridade”[10], lançando numa sentença juízos de valor, como se fossem de uso comum para todas as pessoas, Nader tenta destruir esse mesmo argumento, passando-se por ele, gerando, assim, um outro significado para o enunciado através da sua inversão.[11]

Nader, ao inverter o argumento, procura negar a imposição de um princípio do que seja a literatura, porém, na seqüência do texto, lança um outro: de que o valor para o literário está na “indagação”, ou melhor, em questionar, em problematizar, sem se preocupar com uma resposta, mas sim, procurando abrir espaço para a liberdade - aqui entendida como a de expressão; e de que aos escritores cabe a dura tarefa de produzir uma literatura que não os condene à auto-destruição. Neste caso, se vê que o que seria um conceito para a produção literária é também passado para o produtor, ou seja, Nader transfere a questão da condenação da literatura para uma outra questão: como o comportamento do escritor pode servir de depreciação para o seu próprio trabalho, e por conseguinte como esta postura leva a uma desvalorização da literatura.

Em contraponto à condenação dos escritores que valorizam(vam), na relação com a criação, mais os fins do que os meios, são colocados aqueles que privilegiam o trabalho minucioso como produto do contato com o real e que apresentam, como resultado, uma produção útil para a sociedade, ou seja, escritores que não abram espaço para a literatura ser considerada “fantasia, maluquice, lixo”, que dêem importância aos meios, e considerem os fins como conseqüência da dedicação desprendida ao trabalho. Desta forma, o isso queanunciado na primeira oração do parágrafo e que se repete na última, encontra, agora, referente na atitude esperada do escritor, mas não torna claro quem são esses escritores. Um escritor, que em alguns momentos, parece fictício. Afinal, quem seriam os escritores condenados à destruição por desejarem o brilho literário, através da consideração oficial, da estima de grupos, do reconhecimento em jornais, ou de publicações em antologias? Seguindo nas imprecisões que o texto coloca: que nitidez é essa que se apresenta num texto armado a partir de pressupostos genéricos, sem contextualização, de incorporações de idéias como se fossem de uso comum? Como precisar sobre o quê, quem, o quando e o como, os quais camuflam a presença de um adversário? Afinal pra quem se dirige esse discurso?

Se o texto iniciava com uma indeterminação do tempo, na tentativa de historicizar a questão da desvalorização da literatura, em seguida o tempo é marcado por um hoje, que continua expressando uma ambigüidade: o “hoje” tanto pode ser 1975, o ano exato da publicação, a década de 70, as últimas décadas. Porém, o tempo a que o editor se refere é marcado pela efervescência dos meios de comunicação de massa. Meios tomados como agentes da condenação, a qual o editor, anteriormente, atesta que fora fruto da própria posição dos escritores, que acabavam assim, por condenar a literatura; entretanto, agora, no momento em que fala Nader, a condenação, igualada à maldição, assume a forma de meios de comunicação de massa, em especial a TV, tornando-se algo que se impõe, que não permite uma saída, gerando um combate inútil.

Um combate que, mesmo sendo inútil, apresenta um inimigo, e, ao fazer isso, inaugura o ataque, pois ao demonstrar como o adversário se comporta, começa a batalha para destruí-lo, dando início à luta do bem contra o mal, ou melhor, literatura versus TV. A literatura, o bem, a TV, o mal. E a primeira arma utilizada pela revista em favor da literatura, é lançada através da questão: “que interesse pode ter ela em respeitar a literatura?” A resposta negativa põe em confronto os papéis desempenhados pela literatura e pela TV, sendo que esta última não se presta a educar o povo, cabendo à literatura esta função iluminista, educadora, de fazer com que o “povo pense”.

Idéia acentuada, quando, ainda na mesma pauta, são confrontados os papéis desses dois elementos, literatura e TV. Nesse confronto Nader continua a guerra, mostrando como o “inimigo” age sobre o alvo, quer dizer o público consumidor, apresentado como o “brasileiro pouco habituado a ler”, mas que também é tratado como o “povo”, as “pessoas simples”, e quais as conseqüências desta ação. Embora o alvo seja o público, é na literatura que as conseqüências repercutem. O editor fala do lugar do leitor, do consumidor, colocando-se na posição de interlocutor, para mostrar quais são as atitudes do inimigo, atitudes que resultam na perda de espaço/valor para a literatura em comparação aos meios de comunicação, sendo apresentada como “conversa mole pra boi dormir”.

Ao lado da ameaça da perda do valor para o objeto literário, que assusta a literatura, colocado como um elemento à parte, está a certeza da censura que ronda o livro, o qual também sofre as negativas não só dos meios de comunicação de massa, mas dos que se sentem ameaçados pelo que ele traz de conteúdo. Ao observar essas duas posições, se vê uma distinção entre o que representa o livro e o que representa a literatura.

Dentro deste panorama em que o escritor se confunde com a própria literatura, mas em que os livros estão distintos dela, o editor apresenta o objetivo da revista, após, no parágrafo anterior, apostar no caráter de mudança proporcionado pelo livro e vendo uma esperança para o futuro, através de saídas como Escrita.

 

Escrita nasce como uma alternativa para os descontentes com a enxurrada de informações, nem sempre corretas ou bem depuradas, que chegam através de outros meios de comunicação. É uma revista que quer mostrar que a leitura pode eventualmente não ser uma coisa chata.

Nossas portas estão abertas para todos, principalmente aqueles que recusam a perspectiva de uma vida inteira de livros guardados na gaveta. Não somos donos da verdade mas nos colocamos contra todos os que com hábeis combinações de vocábulos, apresentam fórmulas perfeitas de como as coisas devem ser. O que importa é sempre o resultado e é esse resultado que prometemos trazer a vocês, refletido na obra de nossos escritores.”[12]

 

O uso do termo “alternativa” colocado na “Pauta”, como objetivo para a existência da revista, remete, num primeiro momento, à imprensa alternativa ou à imprensa nanica, forte durante o regime militar e que mantinha como linha se opor ao governo. Porém, ao analisar o radical de “alternativa” se constata a presença de quatro traços essenciais desse tipo de imprensa: algo que não está ligado a políticas dominantes; uma opção entre duas coisas reciprocamente excludentes; única saída para uma situação difícil; desejo das gerações dos anos 60 e 70, de protagonizar as transformações sociais que pregavam.[13]

Enquanto veículo, a “alternativa”, presente na “Pauta” inaugural, pode ser vista como uma saída para solucionar a situação de “todos” os escritores que procuram meios para divulgar seus trabalhos e saída para aqueles leitores que anseiam por um tipo de leitura diferenciada e que não seja “chata”. Esses pressupostos que envolvem os leitores, os escritores e a leitura marcam algumas contradições.

Ao pensar sobre o uso da palavra “todos”, referindo-se aos escritores, num primeiro momento, destaca-se a idéia de amplitude; porém, ao mesmo tempo, percebe-se para quem a revista se propõe como “alternativa”. A palavra “todos” acaba assumindo a forma de restrição, ou seja, esses “todos” são, na verdade, aqueles que não possuem espaço para publicação, mas que utopicamente gostariam de atingir “todos” os leitores do país, que, aliás, também formam um grupo restrito, são apenas os “descontentes” com outros veículos de comunicação. Mas será que “o brasileiro pouco habituado a ler” e as “pessoas mais simples”, citados como exemplo de exclusões, se incluem neste caso? E a leitura “chata”? O que pode ser considerado assim?

Na busca por caminhos que indiquem a constituição das imprecisões que vejo no texto, encontro uma possível pista, justamente na posição do leitor. Nader parte do princípio de que o auditório compartilha as mesmas idéias sobre esses mesmos temas, ou seja, um auditório que saiba do que ele está falando e comungue das mesmas opiniões, ou ainda de que a revista só foi criada para atender as necessidades do público consumidor e produtor. Nesse sentido, o editor, que se apresenta às vezes como um nós ou um ela – revista, assume o papel de revelar a “verdade”, embora ele conteste não ser dono dela, porém através do uso de uma adversativa, apresenta contra quem se coloca. Um contra que compartilhado, enquanto atitude pelo auditório, toma formas diversas, ou seja, será que todos os leitores lêem esse “contra” da mesma forma? Será que todos os leitores delegam a mesma autoria a aqueles que “com hábeis combinações de vocábulos apresentam fórmulas perfeitas de como as coisa devem ser”?

Talvez sim, já que a resposta pode ser aceita também por uma indeterminação, o mais importante é assumir a existência de um inimigo, mesmo, usando termos genéricos para designá-lo, os quais encobrem o seu rosto, permitindo fazer uma leitura ambígua. Porém, no momento em que o leitor pensa estar diante de uma neblina, o editor apresenta mais uma vez a salvação. Desta vez, está no “resultado”, que aqui se torna sinônimo de texto.

Resultado, fruto do esforço de escritores como Lima Barreto, Gregório de Matos, José J. Veiga, Antônio Torres, Assis Brasil e João Antônio[14], que parecem servir como referência, por terem conseguido bons resultados através da dedicação ao trabalho com o texto e como exemplo aos escritores que não conseguem espaço dentro do mercado editorial, ou seja, se outros conseguiram porque vocês/nós não podem(os) conseguir? Além de abrir espaço aos escritores brasileiros, dedica um espaço aos “outros” escritores latino-americanos, que num primeiro instante, determinam uma relação paradoxal, ora são expostos separados dos brasileiros, ora agrupados pela marginalização que ambos sofrem. Há, desse modo, momentos de aproximação, outros de afastamento, na relação pensada Brasil/América Latina. A marginalização os une contra o centro de produção e consumo de livros que dita idéias, mas a língua e o boom latino-americano porque passaram os escritores de língua espanhola os diferenciam no tratamento que ambos sofrem frente a esses centros de poder.

Através do lema - “Estamos vacinados contra o imobilismo, a incredulidade e o fatalismo, mas precisamos de vocês, leitores e amigos. Nós não temos certezas, só dúvidas. De qualquer maneira, abaixo a serenidade.”[15] – o editor invoca a presença do auditório e do inimigo, para colocá-los frente a frente, dando, assim, início à batalha, na qual a revista serve de interlocutora. Uma batalha verbal travada entre os leitores, em nome dos quais e para os quais a revista fala, e a situação presente, na qual cabe ao leitor destruí-la.

A recorrência de termos como “contra” e a construção de frases de efeitos adversativos servem de exemplo para um jogo de esconde-esconde, em que o efeito verbal ganha mais destaque que o conteúdo. Pelo termo “contra”, a revista diz a favor de quem se coloca, porém, para isso, utiliza-se de termos incertos – “imobilismo, incredulidade, fatalismo”, agrupados dentro de uma frase afirmativa -“estamos vacinados”- em que o próprio significado semântico atesta uma total certeza, confiança, contudo, em seguida, abre uma dúvida, “mas precisamos de vocês”. Dúvida, aliás, confirmada, nas palavras que vêem logo depois “nós não temos certezas”, as quais novamente são refutadas, para dar lugar a uma outra certeza “de qualquer maneira, abaixo a serenidade”.             .

Observando a “pauta”, as linhas utilizadas para escrever em linha reta, vê-se que elas parecem estar omissas, restando a página preenchida aleatoriamente, sem se preocupar com possíveis ambigüidades, prevalece a posição de viver dentro de uma antítese, em que posições diferenciadas dividem o mesmo espaço.

No momento em que, na “pauta”, a revista fala sobre a literatura, o escritor, o veículo e o leitor, está presente neste discurso um tom de manifesto. O lema levantado no número um atesta no discurso do editor um tom panfletário.[16] A forma como estrutura a pauta, intercalando descrições, justificativas e opiniões sobre o que acredita ser importante para a veiculação de uma revista, com solicitações para a participação do ouvinte, ou melhor, do leitor, recomendando a ele uma atitude, uma prática,[17] pode ser lida como marca de um texto-manifesto, texto escrito diretamente para um auditório específico.

Um texto marcado por um pronome na primeira pessoa plural, que, ao mesmo tempo dá uma idéia de grupo, incluindo aí a participação do leitor, o qual se transveste de temido diabo. O pacto com o diabo, anunciado como um dos significados do termo “pauta”, se torna o pacto com o leitor, que quebrado anula a existência de uma escrita, porém é um nós, que anuncia um eu. Um eu que pode ser chamado de revista, de editor, de Escrita. Um eu que apresenta uma proposta para a revista, que existe justamente nesse momento do querer que aconteça, de tornar o apelo efetivo como um projeto, do qual a configuração enquanto proposta é tão importante, quanto a consolidação do ato. O momento é de promessa, de ser “prometida em casamento”.A crença no presente e a esperança no futuro marcam esse lugar em que a promessa é a palavra-chave, a qual pode ou não ser cumprida.

Uma crença no presente que se elabora a partir de uma insatisfação com a situação em que se encontra o campo literário, em que para revertê-la a revista se lança na luta para destruir o incômodo criado pelas instâncias que o geraram, atacando-as. Uma luta que se delineia por uma tomada de poder de um discurso, de uma visão sobre como pensar o campo literário. Afinal, lembrando a citação de Foucault,[18] utilizada como epígrafe deste texto: porque e pelo que luta a Escrita? Qual é o poder do qual ela quer se apoderar?

Uma pista que escolho seguir, observando o que está “em pauta”, “em discussão”, é que a revista luta por um lugar, dentro do mercado editorial, na banca de revista, na estante do leitor, no material do universitário, na casa do trabalhador, de norte a sul do país. Porém, ao expressar as estratégias desta batalha, alguns conflitos surgem, fazendo com que a revista exista nesse lugar de conflito, de viver entre o lá e o cá, não eliminando, mas justamente querendo usufruir do que cada parte apresenta de essencial para a manutenção do periódico. Desta forma, o que se vê na “Pauta”, enquanto tipologia textual que remete ao jargão jornalístico, são oscilações entre a omissão e a exposição de critérios de valor para a produção literária, oscilações que geram uma posição pró-mercado e anti-mercado, formar e informar um público, jornalismo e literatura, pauta e editorial.



[1] Durante seus treze anos de existência, a revista Escrita passou por várias transformações. Do número 1 ao 27, a periodicidade foi mensal, o papel era jornal, havia uma quantidade maior de criações artísticas. Do número 28 ao 33, depois de quase um fora do mercado, a revista apresenta periodicidade irregular, adquire o formato de livro, surgem muitas traduções, certos chavões desaparecem (nacional, novos). Do número 34 ao 39, depois de 3 anos fora do mercado, retoma o antigo formato e antiga proposta, não consegue cumprir nenhuma delas.

[2] Novo manual da redação. São Paulo: Folha de São Paulo, 1992, p.39.

[3] F. R. Santos SARAIVA. Dicionário latino-português. Rio de Janeiro / Belo Horizonte: Garnier, 1993.

[4] Francisco Silveira BUENO. Grande dicionário etimológico – prosódico da língua portuguesa. São Paulo: Edições Saraiva, 1966.

[5] Hamílcar de GARCIA. Dicionário contemporâneo da língua portuguesa Caldas Aulete. Vol. IV. Rio de Janeiro: Editora Delta, 1985.

[6] Nomes de autores canonizados como os de Antonio Candido, João Cabral de Mello Neto, Érico Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade.

[7] Diccionario de lengua española, Real Academia Española. Madrid: Tulleres Espasa - Colpe. S A, 16ª edição,1939

[8] Pequeno dicionário enciclopédico – Koogan Larousse. Direção Antônio Houaiss. Rio de Janeiro: Editora Larousse do Brasil, 1984; GARCIA, Hamílcar de. Dicionário contemporâneo da língua portuguesa Caldas Aulete. Vol. IV. Rio de Janeiro: Editora Delta, 1985; Dicionário brasileiro de língua portuguesa. Vol. I. São Paulo: Encyclopedia Britannica do Brasil, 1982; BUENO, Francisco Silveira. Grande dicionário etimológico – prosódico da língua portuguesa. São Paulo: Edições Saraiva, 1966.

[9] Cf. Olivier REBOUL. Introduction à la rhétoric. Paris: Presses Universitaires de France (Coll. Premier cycle), 1994 (1991) a figura de argumento que possui esse efeito de violência verbal, na qual o orador se apresenta superior ao auditório, é a apodioxis.

[10] Cf. Chaïn PERELMAN e Lucie OLBRECHTS-TYTECA. O argumento de autoridade. Tratado da argumentação – a nova retórica. Trad. de Maria Ermantina Galvão G. Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1996, p.348. “O argumento de prestígio mais nitidamente caracterizado é o argumento de autoridade, o qual utiliza atos ou juízos de uma pessoa ou grupo de pessoas como meio de prova a favor de uma tese.”

[11] Cf. Olivier REBOUL. Introduction à la rhétoric. Paris: Presses Universitaires de France (Coll. Premier cycle), 1994, o argumento ad hominem possui esse efeito de autoridade invertido.

[12] Idem, ibidem.

[13] Bernardo KUCINSKI. “Apresentação”. In: Jornalistas e revolucionários. São Paulo: Scrita Editorial, 1991, p.XIII. Cf. “Notas”, p. XXXI, João Antonio teria sido o primeiro a usar a expressão nanica, em “Aviso aos nanicos”, O pasquim, n..318. Alberto Dines diz que introduziu a expressão imprensa alternativa em sua coluna “Jornais dos jornais”, janeiro de 1976, conf. O pasquim, n.580.

[14] Dentre os autores mais citados nas “pautas” aparecem , ocupando os primeiros lugares Ignácio de Loyola Brandão, Rubem Fonseca, Antonio Candido, Antonio Torres e João Cabral de Mello Neto.

[15] Wladyr NADER. Op. cit., n.01, p.03.

[16] Ver Marc ANGENOT. Op. cit.

[17] Idem ibidem, p.60.

[18] Michel FOUCAULT. A ordem do discurso. Trad. Laura Fraga de Almeida Sampaio. São Paulo: Loyola, 1996, p.10.